sábado, 17 de março de 2012

Isabel Vieira por Isabel Vieira




Nasci em Santos, SP, a segunda de quatro irmãos. Meu pai era funcionário do Banco do Brasil e minha mãe, professora primária. Passei a infância e a adolescência em Campinas, no interior paulista, onde estudei nos colégios Culto à Ciência e Pio XII. Nessa época eu já adorava escrever. Com 13 anos, era repórter de uma revista infanto-juvenil feita por estudantes campineiros, chamada Nosso Cantinho. Dos 15 aos 17 anos, colaborei no jornal Diário do Povo, de Campinas, com reportagens e crônicas.

Mudei para São Paulo, capital, aos 18 anos. Cursei Letras-Português na PUC (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e Jornalismo nas FIAM (Faculdades Integradas Alcântara Machado). Mas só no final dos anos 1970, quando já era mãe de três filhas, iniciei a atividade jornalística profissional.

Comecei nas publicações alternativas Versus e Singular & Plural, dirigidas por Marcos Faerman, um jornalista criativo e talentoso com quem muito aprendi. Trabalhei no Jornal da Tarde e nas revistas Quatro Rodas, Vela e Motor, Capricho, Claudia e Estilo Natural. Como freelancer, colaborei em várias outras, entre elas Terra e Casa Claudia.

A experiência em Capricho me levou à literatura juvenil. Meus livros de estréia, Em busca de mim (FTD, 1990), que trata de adoção, e E agora, mãe? (Moderna, 1991), sobre gravidez precoce, nasceram de matérias que editei naquela revista. Em busca de mim recebeu no ano de sua publicação o Prêmio Orígenes Lessa, “O Melhor para o Jovem”, da FNLIJ, o que me incentivou a escrever novos livros.

Publiquei: O ano em que fizemos greve de amor, Quem seqüestrou Marta Jane?, Amarga herança de Leo, Conta com a gente, Uma garrafa no mar (FTD); O último curumim, Danico Pé-de-Vento, Um dia com as Pimentas Atômicas, O verão tem gosto de sal, E agora, filha? (Moderna); Olho no lanche (Atual); O tesouro de Ilhabela, A balada da lua azul e Clique para Zoar (Salesiana). Também participei de coletâneas com outros autores: Enquanto meu amor não vem (Saraiva), Machado de Assis – Contos e Recontos (Salesiana) e Jornalistas Literários – Narrativas da Vida Real por novos autores brasileiros (organizador Sergio Vilas Boas, Summus Editorial).

Em 2006-2007, voltei a ser estudante. Cursei em São Paulo a Pós-Graduação em Jornalismo Literário (especialização) na Academia Brasileira de Jornalismo Literário (ABJL), coligada ao portal TextoVivo - Narrativas da Vida Real.

Desde 2005 moro em Natal, RN, com meu companheiro Valdemar, de onde viajo para visitar minhas três filhas e quatro netos, que vivem em outras cidades, e para fazer palestras sobre meus livros em todo o Brasil. 
                                                                                                                   www.isabelvieira.com.br

Isabel Vieira responde


Você sempre gostou de escrever?
Sim. Com 12, 13 anos, eu era tímida e introvertida. Adorava fazer redações, pois achava mais fácil escrever do que falar (até hoje, aliás). Quando escrevia, as pessoas me entendiam melhor. Isso me levou a colaborar na revista infanto-juvenil Nosso Cantinho, em Campinas (SP), feita por estudantes. Aos 15 anos, passei a escrever no jornal Diário do Povo. Sempre soube que queria trabalhar com redação de textos.

Alguma pessoa a incentivou?
Um professor de português muito especial, durante o ensino médio. Ele amava literatura e transmitiu essa paixão aos alunos. Suas aulas eram tão interessantes que aprendi a gostar até de análise sintática (risos)! Ou de Os Lusíadas, um texto difícil que se tornava fácil ensinado por ele. Mas não foi só isso. Esse professor, de quem sou amiga até hoje, me fez descobrir uma aptidão que eu mesma não sabia que tinha. Vem daí meu fascínio por quem exerce essa profissão. Esse é o papel que todo mestre deveria ter na vida de seus alunos.

Qual foi seu primeiro livro? Como o escreveu?
Eu já era jornalista há vários anos e queria muito escrever histórias, mas me faltava coragem. Achava que eu não tinha imaginação. Um dia, li uma entrevista do escritor peruano Mario Vargas Llosa, de quem sou fã, que foi uma revelação. Ele dizia que era incapaz de criar uma história “a partir do nada”; precisava de fatos reais como inspiração. Pensei: “Vou tentar desse jeito”. O tema da adoção me tocava, por ter editado uma matéria sobre ele na revista Capricho, onde eu trabalhava. Pedi uma licença de três meses na Editora Abril, mas não contei a ninguém que pretendia escrever um livro. Tinha medo de não conseguir. No fim de um mês e meio, Em busca de mim estava pronto. Como deu certo, não parei mais.

Como é seu processo de criação? Você precisa de algum estímulo para criar?
Parto sempre de fatos reais – que vivi, presenciei, me contaram ou li em algum lugar. Surge uma idéia, vaga, nebulosa, mas que reconheço como o embrião de uma história. Inicio então uma pesquisa, como se fosse fazer uma reportagem jornalística: leio sobre o tema, entrevisto pessoas, faço conexões e começo a inventar a trama. Escrevo fichas para cada personagem, para a época em que se passa a história e, se possível, para o conteúdo de cada capítulo. Esse seria, digamos, o período de gestação do livro. Nunca inicio uma história sem saber o final. Tenho tudo na cabeça e nas anotações antes de sentar no computador. Quando chega esse momento, me afasto de outras atividades e me concentro no livro. Sou dispersiva e me forço a trabalhar 7 a 8 horas por dia. Corrijo muito. Começo o dia reescrevendo o trecho da véspera e -- como ensinou o escritor americano Ernest Hemingway -- só interrompo o texto num ponto em que saberei continuá-lo no dia seguinte.

Como funcionam as encomendas de livros pelas editoras?
O processo é o mesmo, só que o tema é sugerido pela editora em vez de surgir espontaneamente. Eu só aceito a encomenda se sinto afinidade com o tema; do contrário, é impossível criar. Já recusei, por exemplo, escrever histórias de terror e de ficção científica, dois gêneros com os quais não tenho facilidade para trabalhar. Mas escrevi com prazer e facilidade, entre outros, O ano em que fizemos greve de amor, Amarga herança de Leo, Um dia com as Pimentas Atômicas, A balada da lua azul e Clique para zoar.

Quais os autores que você gosta de ler?
Muitos!!! Explico tudo direitinho na matéria Uma viagem sem prazo para terminar.

Como se faz para publicar um livro? Quem escolhe as ilustrações?
Depois que o texto está pronto, você o entrega à editora, onde ele vai para as mãos de profissionais que avaliam se ele está adequado para publicação. Às vezes, pedem alguma mudança antes de aprová-lo. Então você assina o contrato e o original segue para a preparação. Nessa fase, o texto passa pela revisão de português e um ilustrador é chamado para criar as ilustrações e a capa. Há editoras que promovem encontros entre o autor e o ilustrador, o que é bom e produtivo. Outras vezes, o autor não tem contato com o ilustrador. A capa é a última coisa a ser feita. Esse processo pode demorar de três meses a um ano. Só então o livro vai para as livrarias.

Dá para viver de literatura? O que recomenda a quem sonha ser escritor?
Com raras exceções, é difícil viver de direitos autorais no Brasil. Em geral, o autor recebe de 8 a 10% das vendas, pagos a cada três ou quatro meses. A maioria dos autores tem outra atividade paralela, para garantir o arroz com feijão. Mas as dificuldades não devem desanimar quem sonha ser escritor. Fazer o que se gosta é fundamental para ser feliz. Recomendo ler muito, escrever redações e mostrá-las a quem possa dar dicas para melhorá-las. Ficar atento a concursos (uma forma de garantir a publicação) e não ter vergonha de insistir caso seja recusado por editoras. É bom lembrar que J.K. Rolling, autora de Harry Potter, ouviu muitos “não” de editores antes de fazer sucesso no mundo inteiro.

Uma garrafa no mar

A história desta história

Em julho de 1995, li na revista Terra uma reportagem que me fascinou: duas garotas americanas, de férias em uma praia da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, jogaram uma garrafa no mar com bilhetes dentro. Sete meses depois, a garrafa foi encontrada por um garoto francês na costa da Bretanha. Achei aquilo sensacional! Pela ação das correntes marítimas, o minúsculo objeto atravessou o Atlântico e aproximou adolescentes de dois continentes, que não falavam o mesmo idioma. Isso numa época em que se navega nas ondas da internet com incrível rapidez...

Guardei a matéria e a reli várias vezes, pensando em escrever uma história sobre o tema. Na verdade, queria refletir sobre a relação das pessoas com a tecnologia. Penso que as máquinas existem para nos ajudar a viver melhor – ao menos, deveria ser essa sua função. Mas tem muita gente que se relaciona melhor com o computador do que com a família...

Como não entendo de correntes marítimas, fui entrevistar um oceanógrafo da Universidade de São Paulo (dr. Belmiro Mendes de Castro Filho). Perguntei-lhe em que lugar da costa brasileira Nara poderia jogar a garrafa. E até onde o objeto chegaria. Ele me deu uma aula sobre o assunto. Soube que o ponto ideal para o lançamento ficava no Nordeste – Ceará ou Rio Grande do Norte. E os destinos poderiam ser muitos: África, Golfo do México, Caribe, Nova Zelândia. Quando o dr. Belmiro mencionou esse país, decidi que seria lá que “nossa” garrafa chegaria.

Escolhi jogá-la em Natal porque conhecia bem a cidade (até que, anos depois, vim morar nela). Quanto à Nova Zelândia, estive lá fazendo uma reportagem para a revista Claudia em 1991 e me encantei com as belezas do país. Dr. Belmiro calculou o tempo que a garrafa demoraria para fazer o percurso: três anos. Era perfeito para o efeito que eu pretendia: entre 12 e 15 anos, uma garota muda muito!

Foi uma curtição escrever Uma garrafa no mar e, mais ainda, vê-lo ilustrado por Maurício Negro. Aproveitando fotografias e mapas, ele bolou ilustrações lindas!
                                                                                                                       Isabel Vieira

sexta-feira, 16 de março de 2012

Para você refletir:


NÃO PASSE EM BRANCO

Melhore o mundo com seu trabalho,
Crie algo novo,
Solte suas idéias,
Desenvolva seus talentos.
Participe ativamente da vida.
Deixe marcas de bondade.
Livre-se urgentemente da apatia.
Tire da sua mente o pessimismo e a indiferença.
Não se deixe vencer pelas dificuldades.
Elas existirão sempre.
Levante a cabeça.
Coragem.
Vá em frente.
Sempre sobram algumas pedras para a reconstrução.
Não entregue os pontos facilmente
Nada pior que o desânimo e a falta de coragem.
A vitória pertence aos que lutam com tenacidade.
Quanto maiores forem as dificuldades, tanto maior será o seu valor.
O segredo do êxito consiste em acreditar mais nas próprias forças,
Em ter certeza que obterá sucesso pleno.
Se faltar convicção, de nada adiantam os diplomas e esquemas.
Acredite mais em você mesmo.
Acredite na sua capacidade e naquilo que vai fazer.
                                                   (Autor desconhecido)

terça-feira, 6 de março de 2012

Responda essas:

A) Quando é que frango voa?
Resposta: quando é a passarinho.

B) Mantém sempre o mesmo tamanho, não importa o peso?
Resposta: a balança.

C) O que a areia da praia falou para o mar? 
Resposta: segure sua onda.

Piadinha


O chefe de um escritório queria que seus funcionários fossem mais obedientes e dedicados, mas ninguém ligava muito para suas broncas.
Um dia ele chegou enfezado, com uma placa embaixo do braço e pendurou-a bem na porta da sua sala.
A placa dizia: "Quem manda aqui sou EU!"

Depois de um tempo, o chefe voltou de uma reunião e viu um bilhete em cima da mesa:
"Sua mulher ligou e disse que é para o senhor devolver a placa dela hoje mesmo."

domingo, 4 de março de 2012

Dois amigos e um chato- Stanislaw Ponte Preta


Sérgio Marcos Rangel Porto (o autor do livro Dois amigos e um chato),  conhecido pelo nome de Stanislaw Ponte Preta, nasceu em 1923 e viveu toda sua vida no Rio de Janeiro. Já exerceu várias profissões como jornalista, bancário, etc, mas gostava mesmo era de jogar futebol na praia. Stanislaw gostava de escrever crônicas, e com tudo isso ainda tinha medo de barata e outros insetos.

O livro Dois amigos e um chato teve sua primeira publicação no ano de 1985, só que não foi considerado muito bom, pois sua segunda edição foi em 2003, mas o livro é bom, por ter crônicas engraçadas, curtas e ter assuntos comuns. Algumas dessas crônicas viraram peça teatral. Também tem outras obras boas, como Tia Zulmira e eu, Primo Altamirando e elas, A casa demolida, As cariocas e Na terra do crioulo doido

É um bom livro, pois tem várias crônicas de assuntos diferentes, então por isso o leitor não se cansa de ler. Nele também não há palavras difíceis, não aparecem palavrões, as histórias não são monótonas e ele não é parado e com isso nem sente muita vontade de dormir. A melhor crônica é uma que conta que um político, vai para o inferno, e escolhe a parte dos brasileiros, porque lá o diabinho que chicoteava as pessoas não ia lá, só batia o ponto. E a pior é a do Cara ou coroa, porque a conversa delas são bem sem noção e parece que não tem continuação.

                                                       Igor Rodrigues - 8º ano
                                              INSTITUTO EDUCACIONAL BRAVIEIRA